Riscos Psicossociais e Cognitivos: Você Sabe a Diferença?

Estamos falando dos riscos psicossociais e dos riscos cognitivos. Apesar de estarem conectados ao comportamento, à mente e à organização do trabalho, são diferentes e merecem atenção especial.

Ergonomista Maicon Correia Queiroz

Por Ergonomista Maicon Correia Queiroz

05 Agosto 2025

Introdução



No campo da Saúde e Segurança do Trabalho, muito se fala sobre riscos físicos, químicos e ergonômicos. Mas você sabia que existem dois tipos de riscos invisíveis que estão diretamente ligados ao aumento do adoecimento mental nas empresas?


Estamos falando dos riscos psicossociais e dos riscos cognitivos. Apesar de estarem conectados ao comportamento, à mente e à organização do trabalho, são diferentes e merecem atenção especial.


Se você é profissional da área, leia até o fim e entenda como essa diferenciação pode te ajudar a identificar causas de sofrimento mental e implementar ações de prevenção mais eficazes.


O que são Riscos Psicossociais?


São riscos que envolvem a forma como o trabalho é organizado, percebido e vivido pelo trabalhador. Estão relacionados a aspectos emocionais, sociais e organizacionais.


Exemplos comuns:

  • Pressão excessiva por metas
  • Assédio moral ou sexual
  • Falta de apoio da chefia
  • Relações de trabalho tóxicas
  • Isolamento social
  • Jornadas exaustivas


Esses fatores podem causar ansiedade, depressão, estresse crônico e burnout, levando ao afastamento e à queda de produtividade.


E o que são Riscos Cognitivos?


São riscos que envolvem a sobrecarga mental e as exigências de processamento de informações no ambiente de trabalho. O cérebro é exigido ao limite, sem pausas ou equilíbrio.


Exemplos típicos:


  • Tarefas que exigem atenção intensa por longos períodos
  • Interrupções constantes (e-mails, reuniões, telefone)
  • Demandas simultâneas (multitarefas)
  • Tomada de decisões rápidas sob pressão
  • Informações em excesso e desorganizadas


Esses riscos levam à fadiga mental, lapsos de atenção, falhas operacionais e ao esgotamento cognitivo — algo que pode comprometer tanto a saúde quanto a segurança do trabalhador.


Qual a diferença na prática?


Por que isso importa para SST e Ergonomia?


A NR-17 já aponta fatores psicossociais como elementos da análise ergonômica. E o mundo do trabalho exige cada vez mais foco, agilidade e atenção constante. Ignorar os riscos cognitivos e psicossociais é abrir espaço para:


  • Aumento do absenteísmo e presenteísmo
  • Redução da produtividade
  • Acidentes por falhas de atenção
  • Afastamentos por adoecimento mental


Profissionais da área devem estar atentos a esses riscos e propor soluções integradas, como pausas ativas, apoio emocional, mudanças organizacionais e programas de saúde cognitiva e mental.


Um olhar humanizado faz a diferença


Cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. Uma empresa que promove saúde mental e cognitiva não só reduz riscos, como melhora o engajamento, o clima e os resultados.


E é aqui que ações como o meu projeto Origami na saúde cognitiva/psicossocial: Arte que cuida entram como estratégias inovadoras para promover foco, calma, bem-estar redução da ansiedade e estresse dentro das empresas.


Conclusão


Se você atua com Segurança do Trabalho, Ergonomia ou RH, comece a olhar com mais atenção para esses dois tipos de riscos. Conhecimento e prevenção andam juntos.


Riscos psicossociais afetam o emocional e as relações.

Riscos cognitivos sobrecarregam o cérebro e diminuem o desempenho.


Ambos merecem espaço nos seus programas de qualidade de vida e saúde ocupacional.


Artigo produzido pelo Ergonomista Maicon Correia Queiroz. Para mais conteúdos, acompanhe os blogs da Reliza.


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