Ergonomia não é luxo, é produtividade: como investir no bem-estar dos colaboradores impacta seus resultados

Durante muito tempo, falar de ergonomia parecia sinônimo de conforto extra. Hoje, sabemos que ergonomia é estratégia. Como afirma Wisner (1994), um dos maiores nomes da ergonomia: “O trabalho deve se adaptar ao homem, e não o homem ao trabalho.” É exatamente dessa adaptação que nasce produtividade, saúde e sustentabilidade organizacional.

Cleber Rocha

Por Cleber Rocha

29 Janeiro 2026

Ergonomia não é luxo, é produtividade: como investir no bem-estar dos colaboradores impacta seus resultados

Durante muito tempo, falar de ergonomia parecia sinônimo de conforto extra. Hoje, sabemos que ergonomia é estratégia. Como afirma Wisner (1994), um dos maiores nomes da ergonomia: “O trabalho deve se adaptar ao homem, e não o homem ao trabalho.”

É exatamente dessa adaptação que nasce produtividade, saúde e sustentabilidade organizacional.


1. Bem-estar físico e mental reduz afastamentos e traz estabilidade operacional

A ergonomia moderna integra não apenas os aspectos biomecânicos, mas também os fatores de risco psicossociais. Pressão excessiva por metas, conflitos, sobrecarga cognitiva e falta de autonomia são elementos que afetam diretamente o desempenho.

Dejours (1992), referência em psicodinâmica do trabalho, afirma:

“O sofrimento no trabalho não é apenas psíquico; ele se transforma em adoecimento real quando o contexto impede estratégias de enfrentamento.”

Quando empresas ignoram essa dimensão, crescem os afastamentos, o burnout e a instabilidade operacional.


2. Conforto e gestão saudável aumentam a produtividade

Um ambiente ajustado ao trabalhador permite maior foco, qualidade e constância nas entregas. A NR-17 já orienta que condições físicas, cognitivas e organizacionais devem estar alinhadas para garantir desempenho seguro.

Grandjean (1998), autor clássico da ergonomia, destaca:

“Um bom posto de trabalho reduz a fadiga, melhora a eficiência e torna o trabalho mais produtivo.”

Da mesma forma, Karasek (1979), criador do Modelo Demanda-Controle, demonstrou que altos níveis de exigência combinados com baixo controle geram estresse ocupacional e queda de produtividade.


3. Ergonomia fortalece o clima organizacional e a retenção

Ambientes saudáveis, física e psicologicamente, geram colaboradores motivados e engajados.

Segundo Maslach & Leiter (1997), pesquisadores sobre burnout:

“As pessoas prosperam quando encontram apoio, reconhecimento e equilíbrio entre demandas e recursos.”

Cuidar da ergonomia é, portanto, cuidar das relações, da segurança psicológica e da qualidade de vida — elementos que fortalecem o clima e reduzem rotatividade.


4. O custo de não investir é muito maior

Ignorar a ergonomia física e psicossocial gera passivos, queda de performance e perdas humanas e financeiras.

Como pontua Iida (2005), um dos autores mais utilizados no Brasil:

“A ergonomia é um investimento que retorna na forma de produtividade, qualidade e redução de custos.”

Ações ergonômicas muitas vezes são simples — ajustes de mobiliário, pausas adequadas, revisão das metas, melhoria da comunicação — e trazem alto impacto nos resultados.


Conclusão

Ergonomia não é luxo. É produtividade, sustentabilidade e competitividade.

Empresas que cuidam do corpo e da mente de seus colaboradores constroem ambientes melhores — e resultados melhores.



Artigo produzido pelo Ergonomista Cleber Rocha, para mais conteúdos, acompanhe os blogs da Reliza.


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